Como Funciona a Cirurgia no Maxilar e Quem Deve Fazê-la?

São José dos Campos

A cirurgia no maxilar, ou cirurgia ortognática, é um procedimento que transforma vidas. Muitos pacientes enfrentam desafios significativos por causa de desalinhamentos na face e nos maxilares, que afetam não só a estética, mas também a função da boca, a respiração e a fala. 

Essa cirurgia reposiciona os ossos da face para corrigir essas irregularidades, proporcionando um equilíbrio facial e melhorando a qualidade de vida.

Neste guia detalhado, vamos explicar como funciona a cirurgia no maxilar, quem realmente precisa dela e quais benefícios ela oferece. 

O Que é a Cirurgia no Maxilar (Cirurgia Ortognática)?

A cirurgia no maxilar, clinicamente conhecida como cirurgia ortognática, é um procedimento corretivo que realinha o maxilar superior (maxila) e/ou o maxilar inferior (mandíbula). Em muitos casos, ela também pode envolver o queixo (mento). O objetivo principal é corrigir discrepâncias esqueléticas que causam uma mordida incorreta (má oclusão) e, ao mesmo tempo, melhorar a harmonia facial.

Diferentemente de tratamentos ortodônticos que movem apenas os dentes, a cirurgia ortognática reposiciona os ossos, resultando em mudanças mais significativas e estáveis. Consequentemente, isso proporciona um sorriso alinhado, uma mastigação eficiente, uma respiração melhor e um contorno facial mais simétrico.

Quem Deve Fazer a Cirurgia no Maxilar?

A cirurgia no maxilar é indicada para pacientes que apresentam desproporções ou desalinhamentos significativos nos ossos da face que não podem ser corrigidos apenas com aparelhos ortodônticos. Geralmente, o tratamento combina ortodontia e cirurgia. Portanto, seu dentista ou ortodontista provavelmente identificará a necessidade do procedimento.

As principais condições que indicam a necessidade da cirurgia no maxilar incluem:

Má Oclusão Severa: Por exemplo, uma mordida aberta (onde os dentes da frente não se encontram quando a boca está fechada), uma mordida cruzada acentuada, ou uma mordida profunda. Esses problemas dificultam a mastigação e podem causar desgaste dentário e problemas na ATM.

Prognatismo Mandibular: Quando a mandíbula está muito avançada em relação ao maxilar superior, criando a aparência de “queixo grande”. Isso pode dificultar a fala e a mordida.

Retrognatismo Mandibular: Ocorre quando a mandíbula está recuada em relação ao maxilar superior, dando a impressão de um “queixo pequeno” ou “face retraída”. Frequentemente, isso afeta a respiração e pode estar ligado à apneia do sono.

Assimetrias Faciais: Se um lado da face é visivelmente diferente do outro, a cirurgia pode equilibrar o rosto.

Dificuldades Respiratórias: Especialmente durante o sono, como a apneia obstrutiva do sono, que o desalinhamento dos maxilares pode agravar.

Problemas na Articulação Temporomandibular (ATM): Embora a cirurgia da ATM seja uma especialidade do bucomaxilo, em alguns casos, a má posição dos maxilares contribui para a dor e disfunção da ATM. A cirurgia ortognática pode aliviar essa pressão.

Dificuldade de Fala ou Mastigação: Pacientes com problemas severos de mordida podem ter dificuldades significativas em articular palavras ou triturar alimentos.

É crucial que o paciente já tenha completado o crescimento ósseo facial antes de realizar a cirurgia no maxilar. Isso geralmente acontece por volta dos 16-18 anos para mulheres e 18-20 anos para homens.

Como Funciona a Cirurgia no Maxilar: O Passo a Passo

A cirurgia no maxilar é um tratamento complexo que envolve várias etapas, garantindo um planejamento meticuloso e resultados previsíveis.

1. Planejamento Ortodôntico (Fase Pré-Cirúrgica)

Primeiramente, a maioria dos pacientes usa um aparelho ortodôntico por um período (geralmente de 6 a 18 meses) antes da cirurgia. Essa fase pré-cirúrgica alinha os dentes de cada arco dentário individualmente, preparando-os para o novo posicionamento dos maxilares. Durante este período, o ortodontista e o cirurgião bucomaxilofacial trabalham em conjunto. Além disso, o cirurgião realiza estudos detalhados, como radiografias, tomografias, fotos e modelos de estudo, para planejar o movimento exato dos ossos. Hoje em dia, a tecnologia 3D permite simulações precisas do resultado final.

2. A Cirurgia em Si

A cirurgia no maxilar sempre ocorre em ambiente hospitalar, sob anestesia geral. O cirurgião bucomaxilofacial realiza os cortes nos ossos (osteotomias) por dentro da boca, evitando cicatrizes externas na face.

Dependendo do caso, a cirurgia pode envolver:

  • Osteotomia da Maxila (Cirurgia no Maxilar Superior): O cirurgião move o maxilar superior para a frente, para trás, para cima ou para baixo, ou ainda corrige assimetrias.
  • Osteotomia da Mandíbula (Cirurgia no Maxilar Inferior): O cirurgião reposiciona a mandíbula para a frente ou para trás, ou a rotaciona para corrigir desalinhamentos.
  • Mentoplastia (Cirurgia no Queixo): Muitas vezes realizada em conjunto com a cirurgia dos maxilares, ela reposiciona o queixo para melhorar o perfil facial.

Após reposicionar os ossos, o cirurgião os fixa com pequenas placas e parafusos de titânio, que são biocompatíveis e permanecem no corpo. O procedimento dura algumas horas, dependendo da complexidade.

3. Pós-Operatório Imediato e Recuperação

O paciente geralmente permanece internado por 1 a 3 dias após a cirurgia no maxilar. A equipe médica monitora a recuperação, gerencia a dor e o inchaço. No início, o paciente se alimenta apenas de líquidos e alimentos pastosos. O inchaço facial é comum e atinge o pico nos primeiros dias.

A recuperação inicial leva algumas semanas. Durante esse período, o paciente deve seguir rigorosamente as orientações do cirurgião, que incluem:

  • Dieta: Progressivamente, a dieta evolui de líquida para pastosa e, finalmente, para alimentos mais macios.
  • Higiene Oral: Manter a boca limpa é crucial para prevenir infecções.
  • Repouso: Evitar atividades físicas intensas.
  • Medicação: Tomar os antibióticos e analgésicos conforme prescrito.
  • Compressas Frias: Ajudam a reduzir o inchaço.

4. Fase Ortodôntica Pós-Cirúrgica e Contenção

Após a recuperação inicial da cirurgia no maxilar, o paciente retorna ao ortodontista para a fase de finalização do tratamento com aparelho. Esta etapa refina o alinhamento dos dentes para que eles se encaixem perfeitamente na nova posição dos maxilares. Ao concluir o tratamento, o paciente usa contenções (móveis ou fixas) para manter os resultados a longo prazo.

Benefícios da Cirurgia no Maxilar

Os benefícios da cirurgia no maxilar vão muito além da estética, impactando positivamente a saúde e a qualidade de vida do paciente. Entre eles, destacam-se:

Melhora da Função Mastigatória: O realinhamento dos maxilares permite uma mordida mais eficiente, facilitando a mastigação e digestão dos alimentos.

Alívio da Dor na ATM: A correção da posição dos maxilares pode reduzir a tensão na articulação temporomandibular, aliviando dores e estalos.

Melhora da Respiração: Principalmente em casos de retrognatismo, a cirurgia pode abrir as vias aéreas, tratando ou aliviando a apneia do sono e o ronco.

Aprimoramento da Fala: Pacientes com problemas de fala relacionados à posição da mandíbula veem uma melhora significativa.

Harmonia Facial e Estética: A cirurgia remodela o perfil facial, proporcionando um rosto mais equilibrado e simétrico, o que contribui imensamente para a autoestima.

Saúde Bucal a Longo Prazo: Uma mordida correta reduz o desgaste anormal dos dentes e o risco de problemas periodontais.

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